Paulo da Silva Tavares foi preso nesta quarta-feira (22/7), apontado como autor do feminicídio de Larissa Araújo, de 28 anos, assassinada no último sábado (19/7), no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o crime foi motivado porque o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.
Após três dias de buscas, os policiais localizaram Paulo escondido no banheiro de uma residência. Ele foi preso e encaminhado à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde permanece à disposição da Justiça.
Suspeito não aceitava fim do relacionamento
Ao chegar à delegacia, Paulo disse estar arrependido. Ele também afirmou que mantinha um relacionamento com Larissa havia cerca de cinco meses e que nunca teria agredido a vítima anteriormente.
Conforme as investigações, Paulo foi até a casa da vítima alegando que iria buscar um pertence pessoal. Pouco tempo depois, Larissa foi encontrada desacordada dentro do imóvel, localizado na rua Bernardo, no bairro Colônia Antônio Aleixo.
Moradores ainda tentaram socorrê-la e a levaram ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Antônio Aleixo, mas ela chegou à unidade sem sinais vitais.
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que Larissa foi morta por asfixia após uma discussão motivada pelo término do relacionamento. A suspeita é que o crime tenha sido cometido com o uso de um travesseiro e de um lençol.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores registraram o momento em que Paulo deixa a região logo após o crime. Nas gravações, ele aparece caminhando pela rua e, em seguida, embarcando em um mototáxi, o que auxiliou as diligências realizadas pela DEHS para localizá-lo.
O laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Larissa morreu em decorrência de anóxia cerebral, asfixia mecânica e broncoaspiração de conteúdo gástrico.
A Polícia Civil informou ainda que as investigações continuam para concluir o inquérito e reunir todos os elementos que serão encaminhados à Justiça. O caso segue sendo tratado como feminicídio, tendo como principal motivação, segundo a apuração policial, a recusa do investigado em aceitar o término do relacionamento.
*Com informações do Portal Toda Hora








