Uma embarcação de alta potência, carregada com drogas e armamento de grosso calibre, acabou abandonada por criminosos durante uma ação policial no município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus). A operação realizada no último sábado (5/9) resultou na apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de maconha do tipo skunk, além de três fuzis AK-47, duas metralhadoras M60, 5.810 munições e 45 carregadores. O prejuízo estimado para o crime organizado é de R$ 93 milhões, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
De acordo com o secretário de segurança, coronel Anézio Paiva, ofensiva foi desencadeada depois que informações obtidas pelos setores de inteligência apontaram a movimentação de uma lancha que estaria sendo utilizada para transportar drogas e armas pela região.
“Com a localização da lancha, nossos policiais do Bope foram enviados ao município para fazer a interceptação. A abordagem, porém, terminou em confronto. Os ocupantes dispararam contra os equipes e, durante a troca de tiros, abandonaram a embarcação e fugiram por uma área de mata e pelos rios, explicou o secretário da SSP-AM, em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (8/9).
Nenhum dos suspeitos havia sido preso até a última atualização. A estimativa apresentada pelo coronel Anézio Paiva é de que a embarcação estivesse relacionada a um grupo formado por cerca de oito narcotraficantes.
Droga estava dividida em 102 sacos
Mesmo com a fuga dos ocupantes, os policiais permaneceram na área e fizeram buscas para localizar o carregamento. A maior parte da droga foi encontrada acondicionada em 102 sacos, enquanto parte do arsenal estava escondida dentro de um igarapé.
Entre os armamentos recolhidos estavam três AK-47 e duas M60, consideradas armas de elevado poder de fogo. A operação também apreendeu 45 carregadores, sendo 37 para os fuzis AK-47 e oito para outras armas, além das 5.810 munições e dos projéteis específicos para as metralhadoras.
A logística utilizada para o transporte também foi atingida. A lancha apreendida possuía estrutura semiblindada e estava equipada com seis motores de popa de 250 HP. Segundo as informações divulgadas na operação, a potência permitiria que a embarcação atingisse aproximadamente 110 km/h, mesmo considerando o peso da carga transportada.
Carregamento teria vindo da região de fronteira
As investigações indicam que os entorpecentes teriam como ponto de origem a região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A área é apontada pelas autoridades como uma das rotas utilizadas para a entrada de drogas no Amazonas, que posteriormente podem seguir para outros estados brasileiros e também para o exterior.
A ação é considerada pelas forças de segurança a segunda maior apreensão de drogas da história do Amazonas. A embarcação também passou a ser apontada como a maior já apreendida pelas forças estaduais.
As diligências continuam para descobrir quem comandava o transporte, esclarecer o destino da carga e identificar os integrantes do grupo que conseguiram escapar durante a abordagem.
A operação envolveu o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Ficco e a Dirandro, unidade antidrogas da Polícia Nacional do Peru.
*Com informacoe








