Após cinco meses de investigação, as forças de segurança do Amazonas apreenderam mais de 700 quilos de maconha do tipo skunk, quatro armas de fogo e grande quantidade de munições em uma área de mata de difícil acesso nas proximidades da comunidade do Tupé, às margens do Rio Negro, na zona rural de Manaus. A ação foi realizada na terça-feira (21) e divulgada nesta quinta-feira (23).
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a apreensão faz parte da estratégia permanente de combate ao tráfico de drogas na região e causou prejuízo estimado em R$ 14 milhões às organizações criminosas.
A investigação começou em fevereiro, quando o setor de inteligência identificou um homem suspeito de transportar entorpecentes da região de fronteira do Amazonas para Manaus. A partir desse levantamento, policiais passaram a monitorar a atuação do grupo criminoso, identificando o esquema de armazenamento e distribuição da droga.
O carregamento foi localizado escondido em meio à vegetação, em uma área que funcionava como entreposto antes da venda dos entorpecentes. No local, também foram encontrados armamentos e munições.
De acordo com o coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), delegado Juan Valério, os suspeitos reagiram durante a abordagem policial.
“Eles não só empreenderam fuga, como atentaram contra a vida dos policiais, atirando em direção às nossas lanchas. Então, foi iniciado o confronto. Infelizmente, esses indivíduos vieram a óbito”, relatou.
Valério também afirmou que os equipamentos tecnológicos utilizados pelas equipes foram fundamentais para o sucesso da ação.
“Com o uso dos equipamentos optrônicos que hoje possuímos, como visão termal e binóculos de visão noturna, conseguimos identificá-los e sobrepujar o ataque”, destacou.
Pacotes com imagem de freiras
Durante a apresentação do material apreendido, outro detalhe chamou a atenção das autoridades: os pacotes de skunk traziam uma identidade visual incomum, com imagens de duas freiras usando óculos escuros e correntes douradas.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Paiva, a imagem, produzida por inteligência artificial, seria usada como uma espécie de logotipo para identificar a carga pertencente ao grupo criminoso.
“Essas imagens ilustram justamente a quem pertence esse entorpecente. Então, eles fazem consórcio para trazer esses entorpecentes, passar pelos nossos rios e fazer a distribuição”, explicou.
A ofensiva foi coordenada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com apoio da Core-AM e da Delegacia Fluvial (Deflu). As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo transporte, armazenamento e distribuição dos entorpecentes, além de apurar a participação de outros integrantes da organização criminosa.
*Com informações da assessoria







