Cleusimar Cardoso de Jesus, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, passou do regime fechado para o semiaberto por decisão da Justiça do Amazonas. A mudança foi autorizada na segunda-feira (28/9) e marca uma nova etapa no cumprimento da pena, após mais de dois anos no sistema prisional.
A saída da cadeia foi marcada por uma recepção organizada por familiares e amigos nesta terça-feira (29/9), em Manaus. O encontro começou às 11h, no Salão Belle Femme, localizado na Rua Nikita Krushev, nº 18, no Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul da capital.
Em vídeos nas redes sociais do salão pertencente à família, funcionários exibem banners e cartazes de boas vindas. Segundo a organização, a reunião foi preparada como um momento de acolhimento e retomada da convivência familiar depois do período em que Cleusimar permaneceu no sistema prisional.
A recepção, inicialmente planejada como um encontro reservado, acabou sendo divulgada nas redes sociais. A organização, no entanto, informou que o evento não terá caráter de entrevista coletiva. A imprensa poderá acompanhar a festa de boas-vindas, no entanto, a assessoria de Cleusimar informou que ela não deverá conceder entrevistas ou prestar depoimentos durante a recepção.
Regras do semiaberto
Com a progressão, Cleusimar deverá utilizar tornozeleira eletrônica e cumprir as condições determinadas pelo Poder Judiciário, entre elas a permanência em casa durante o período noturno e nos fins de semana. A decisão foi proferida pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus.
A defesa sustenta que a progressão integra o cumprimento regular da pena e ocorre dentro das regras previstas para a execução penal. A medida não representa o encerramento da condenação, mas a alteração do regime de cumprimento determinada pela Justiça.
Os advogados Lenilson Ferreira e Juliano Negreiros continuam adotando as medidas judiciais consideradas cabíveis em relação à condenação. Segundo a defesa, o processo permanece sendo discutido pelas vias judiciais adequadas, paralelamente ao cumprimento das condições estabelecidas para o regime semiaberto.
Família fazia uso de cetamina
O caso ganhou repercussão após as investigações que envolveram a morte de Djidja Cardoso, filha de Cleusimar. A condenação dela, contudo, está relacionada aos crimes descritos na sentença judicial, enquanto a defesa mantém os recursos e demais medidas processuais cabíveis.
Cleusimar foi condenada em julho deste ano a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus. Conforme a sentença, ela era apontada como principal articuladora e líder do grupo que fazia uso indiscriminado da substância.
*Com informações do Portal Toda Hora








