A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou novos detalhes sobre o assassinato de Alana Arruda Pereira, de 25 anos, morta com um tiro no rosto na tarde dessa quarta-feira (28/01), no bairro Betânia, zona sul de Manaus. O autor do crime, o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos, se entregou à polícia e está sob custódia.
Segundo o delegado George Gomes, plantonista da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime registrado em uma vila de quitinetes, aconteceu após uma sucessão de atritos que escalaram de discussões verbais para ameaças mútuas e armadas.
Imagens que passaram a circular nas redes sociais reforçam o histórico de rivalidade entre os dois. Um vídeo gravado no dia 18, cerca de dez dias antes do crime, mostra uma discussão acalorada em frente à casa do suspeito. Alana aguardava Emerson na porta de casa, iniciando um bate-boca assim que ele chegava de motocicleta com a esposa.
Durante a confusão, Alana chegou a chutar e danificar o portão do vigilante, enquanto a esposa de Emerson desmaiou devido ao estresse da situação.
George Gomes destacou que a relação entre a vítima e o agressor era marcada por problemas recorrentes de convivência: “O que temos até o momento é que existia uma desavença antiga entre a vítima e o autor. Houveram muitos conflitos, inclusive, a vítima chegou a ir até o portão de Emerson na companhia de dois homens armados, em uma possível tentativa de intimidação”, contou.
Briga no dia do crime
Ainda segundo o delegado, o dia do crime começou com um novo desentendimento pela manhã. Já no final da tarde, Alana teria ido tirar satisfação com o vizinho. Emerson, que trabalha como vigilante, desceu de sua residência portando um revólver calibre .38 e efetuou um único disparo contra o rosto da jovem, que morreu na hora.
Investigação
Apesar de relatos de vizinhos, o delegado foi enfático ao afirmar que, até agora, não há indícios de crimes sexuais: “Ainda não há confirmação, até o momento, de que a vítima ou a filha dela sofriam importunação sexual por parte do suspeito”, pontuou George Gomes. Outras hipóteses, como o envolvimento com o tráfico ou se o estado de embriaguez da vítima motivava as brigas, seguem sob verificação.
Emerson Araújo se entregou à polícia e foi preso em casa, momentos após o assassinato. Durante a prisão, ele entregou a usada para o crime. No entanto, Emerson não possuía autorização legal para o porte ou posse de arma de fogo. O suspeito deverá responder por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
Alana trabalhava como designer de cílios e deixa uma filha de 4 anos. O imóvel de Emerson, vizinho à residência da vítima, funcionava como uma escolinha de reforço infantil.
Os vídeos devem auxiliar nas investigações, que serão conduzidas pela DEHS.
*Com informações do Portal Toda Hora








