A greve geral dos rodoviários que estava prevista para esta quinta-feira (20/8), em Manaus, foi cancelada após a confirmação de que os salários da categoria serão pagos entre esta quinta e sexta-feira. A paralisação poderia retirar 70% da frota de circulação por tempo indeterminado e seria a terceira mobilização dos trabalhadores do transporte coletivo em aproximadamente um mês.
A confirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), Givancir Oliveira. Segundo ele, a Prefeitura de Manaus realizou o repasse referente ao passe livre estudantil e as empresas começaram a quitar a parte restante dos valores devidos aos trabalhadores.
“A prefeitura já fez sua parte em pagar o subsídio do passe livre dos estudantes, então há necessidade de greve nesse momento. Infelizmente essas ações são necessárias para se fazer valer os noso direitos à salário digno, no prazo”, afirmou Givancir.
De acordo com o presidente do sindicato, a ameaça de paralisação foi uma medida preventiva diante dos atrasos frequentes nos pagamentos. Ele ressaltou que o recebimento fora do prazo compromete despesas dos trabalhadores, além de gerar juros que, segundo ele, não são assumidos pelas empresas.
Com o cancelamento, os ônibus do transporte coletivo seguem circulando normalmente, evitando uma nova interrupção no serviço e maiores impactos para milhares de passageiros da capital. A categoria já havia realizado outras paralisações nas últimas semanas devido a problemas relacionados ao pagamento de salários.
Transporte Especial mantém bloqueios
Apesar da suspensão da greve dos rodoviários, Manaus continuou enfrentando dificuldades no trânsito nesta quinta-feira pela paralisação dos trabalhadores do Transporte Especial. Os profissionais ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) interromperam as rotas destinadas principalmente ao deslocamento de trabalhadores do Distrito Industrial.
A mobilização provoca bloqueios e congestionamentos em importantes vias da cidade, afetando não apenas os industriários, mas também outros moradores que dependem dessas avenidas para se deslocar.
O sindicato aguarda um acordo com os empresários sobre as principais reivindicações da categoria, que incluem reajuste salarial de 7%, redução da jornada de trabalho e garantia do direito à alimentação.
O motorista Dene Ribeiro, representante dos trabalhadores do Transporte Especial afirma que a categoaria rejeita os percentuais de reajuste apresentados pelas empresas, de apenas 3%. Ele afirmou ainda que a categoria poderá manter ou retomar a paralisação caso não haja avanço nas negociações.
Indústrias alertam para prejuízos
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) alertou para os impactos da paralisação do Transporte Especial sobre o funcionamento das empresas do Polo Industrial de Manaus. Segundo a entidade, a dificuldade de deslocamento dos trabalhadores já afeta a produção, e algumas indústrias enfrentam paralisações de linhas.
“O diálogo entre as partes envolvidas é fundamental para que uma solução seja alcançada com brevidade, evitando o agravamento dos prejuízos às empresas, aos trabalhadores e à economia do Amazonas”, afirmou a entidade.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que agentes de trânsito foram enviados aos pontos bloqueados para orientar motoristas e tentar organizar o fluxo de veículos.
*Com informações do Portal Toda Hora








