Ronald Sales Ramos Filho, de 21 anos, e Vinicius Miranda Munhoz, de 22 anos, foram presos em um novo desdobramento da Operação Tormenta, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). As investigações, conduzidas por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), apontam que a dupla integra uma organização criminosa envolvida em agiotagem, extorsão mediante sequestro e roubos em Manaus e no interior do estado. Um terceiro investigado, identificado como Gustavo Albuquerque, segue foragido.
Conforme o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, a investigação avançou após novas denúncias de vítimas, afirmando que integrantes da quadrilha continuavam atuando mesmo após as operações policiais realizadas anteriormente, que resultaram na prisão de dezenas de suspeitos ligados ao mesmo esquema.
“Os criminosos mantinham um modelo de atuação baseado em intimidação e cobrança violenta de dívidas. Algumas vítimas compareceram na nossa delegacia relatando que, mesmo após a deflagração da Operação Tormenta na sua primeira e segunda fase, eles continuavam a realizar as cobranças, extorquindo essas pessoas e realizando, inclusive, atos de violência”, afirmou.
De acordo com o delegado, a organização criminosa abordava vítimas em áreas comerciais e utilizava ameaças para obrigá-las a realizar transferências bancárias. Em alguns casos, os alvos eram mantidos em cativeiro por horas até que familiares efetuassem pagamentos exigidos pelo grupo. A quadrilha seria liderada por um homem foragido da Justiça, que possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.
Caso recente
As investigações identificaram ainda um novo caso de extorsão mediante sequestro, ocorrido no dia 1º de junho. “A vítima foi mantida sob poder dos criminosos e teve aproximadamente R$ 15 mil em joias roubados durante a ação”, detalhou o delegado do 1ºDIP.
A partir da coleta de depoimentos e outras provas, a polícia solicitou à Justiça os mandados de prisão e de busca relacionados aos investigados, além da apreensão e análise de aparelhos celulares. As apurações também apontam que Ronald e Vinicius não atuavam apenas na cobrança ilegal de dívidas.
“Eles também estão envolvidos em situações de roubo, extorsões. Agora praticaram sequestro. A gente avalia o conjunto probatório produzido durante as diligências para verificar inclusive a necessidade de novas representações por prisões relacionadas aos alvos das fases anteriores da operação”, ressaltou o Cícero Túlio.
Segundo o delegado, somente neste ano foram realizadas quatro grandes operações, que resultaram na prisão de aproximadamente 40 pessoas e no bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros.
“Aproximadamente dez milhões de reais foram objeto de constrições judiciais, tanto de veículos quanto de ativos financeiros dessas quadrilhas. Muitas vezes esses recursos acabam alimentando não só os esquemas de extorsão, mas também outras atividades criminosas, como o tráfico de drogas”, explicou.
A Polícia Civil do Amazonas acredita que a repercussão das operações tem encorajado novas vítimas a denunciar os crimes. Segundo o delegado, os relatos recebidos após as prisões têm sido fundamentais para identificar novos envolvidos e ampliar o alcance das investigações.
Ronald e Vinicius foram encaminhados às unidades especializadas e deverão responder por extorsão mediante sequestro, associação criminosa, agiotagem e roubos, conforme o andamento das investigações. A polícia continua as buscas pelo terceiro suspeito e por outros possíveis integrantes da organização.
*Com informações da assessoria








