O município de Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros de Manaus) decretou situação de emergência devido à cheia dos rios Rio Javari e Rio Solimões. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 037/2026, publicado no Diário Oficial dos Municípios nesta segunda-feira (16/03).
Com a decisão, Benjamin Constant se torna o sétimo município amazonense a declarar emergência em razão das inundações deste ano.
O decreto foi assinado pelo prefeito em exercício Bruno Barbosa Maciel e estabelece prazo de 180 dias para a vigência da medida, que permite mobilização de órgãos públicos e adoção de ações emergenciais de assistência à população.
Segundo o documento, o desastre foi classificado como inundação de nível 2, conforme o sistema de classificação da Defesa Civil.
Comunidades ribeirinhas entre as mais afetadas
Dados da prefeitura indicam que 67 comunidades ribeirinhas do município são diretamente afetadas pela subida das águas. Ao todo, cerca de 4.476 famílias, o equivalente a aproximadamente 17,2 mil pessoas, vivem nessas áreas. Na zona urbana, outras 411 famílias, somando cerca de 1.835 moradores, também enfrentam impactos da cheia.
No total, o decreto estima que 4.887 famílias e mais de 19 mil pessoas possam ser atingidas pelas inundações.
A elevação do nível dos rios tem provocado o transbordamento de igarapés e áreas de várzea, afetando moradias, atividades econômicas e o deslocamento de moradores.
Nível do rio se aproxima de marca histórica
O monitoramento hidrológico realizado na região aponta para níveis elevados do Rio Solimões. De acordo com dados da estação de medição localizada em Tabatinga, o rio atingiu 11,39 metros no último dia 11 de março, apenas 2,43 metros abaixo da maior cheia já registrada na região, ocorrida em 1999, quando o nível chegou a 13,82 metros.
Conforme o decreto, o município também registra histórico de grandes enchentes em anos como 1999, 2012 e 2015, eventos que provocaram impactos significativos na vida da população local.
Impactos sociais e econômicos
Além dos danos às moradias e infraestrutura, a cheia também afeta atividades econômicas importantes para a região, como agricultura de subsistência, pesca, pecuária e produção agrícola.
Segundo o decreto municipal, a situação exige ações emergenciais para garantir assistência às famílias atingidas e reorganizar a atividade produtiva nas áreas impactadas.
Com a declaração de emergência, a prefeitura também fica autorizada a dispensar licitação para a contratação de serviços e aquisição de bens necessários às ações de resposta ao desastre, conforme prevê a legislação federal.
Sete municípios em emergência
Com o decreto de Benjamin Constant, o Amazonas passa a ter sete municípios em situação de emergência por causa da cheia.
Além da cidade do Alto Solimões, também já adotaram a medida os municípios de Canutama, Atalaia do Norte, Carauari, Itamarati, Eirunepé e Boca do Acre.
*Com informações do Portal Toda Hora








